Programa 2014 - 2016

Associação “Movimento Cívico Não Apaguem a Memória”
Eleição dos órgãos Sociais para o biénio 2014-16, em 2014 05 31
Programa eleitoral da Lista A
(única)

Introdução

A “Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória” leva seis anos de vida como herdeira e continuadora da ação desenvolvida pelo movimento do mesmo nome. A origem do movimento remonta a 5 de Outubro de 2005, com uma ação de protesto na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa, junto à sede da polícia política do regime fascista, a PIDE/DGS, pela não preservação do local como um símbolo de memória da luta pela liberdade e da brutal repressão de milhares de antifascistas.
Nestes seis anos o NAM levou a cabo iniciativas de grande vulto e repercussão, registadas nos relatórios de atividade das três direções que até agora completaram os seus mandatos, tanto mais significativas quanto a associação subsiste com orçamentos apenas simbólicos, sem subsídios de qualquer espécie, mercê do voluntariado dos seus associados. Tal património motiva-nos a prosseguir com dedicação e entusiasmo esses esforços e obriga-nos a assumir uma grande responsabilidade pela continuação de tais sucessos.
Sem dúvida que o maior objetivo alcançado é o da criação do futuro Museu do Aljube - Resistência e Liberdade, na antiga cadeia do Aljube, cuja inauguração está prevista para o dia 25 de Abril de 2015. E ligada à criação do museu é de referir a excelente exposição aí realizada em 2011, de 14 de Abril a 31 de Dezembro.
Esta exposição deve-se em primeiro lugar ao envolvimento na sua realização da CML e do seu presidente António Costa e da vereadora da Cultura Catarina Vaz Pinto, ao trabalho de investigação da historiadora e membro da direção do NAM, Irene Pimentel no âmbito da sua atividade no Instituto de História Contemporânea da UNL , dirigido pelo professor Fernando Rosas, à capacidade operativa da Fundação Mário Soares com destaque para a direção do seu levantamento pelo Dr. Alfredo Caldeira.
O NAM colaborou em todo o processo e deu um especial contributo de ordem financeira que cobriu a maior parte do seu orçamento por ser a entidade que estava em situação de concorrer aos apoios financeiros das comemorações do centenário da implantação da República e pelas contribuições que obteve de entidades privadas e dos seus associados.
O museu do Aljube é o resultado do empenho do NAM que tem início ainda antes da sua constituição em associação, e em particular da sua ação junto do ministro da Justiça de então, Alberto Costa, que se prontificou a transferir os serviços do seu ministério instalados no Aljube para ali se criar tal museu. E resultou das diligências simultâneas do NAM junto do presidente da CML, António Costa, para que fosse a Câmara a assumir a implantação e a futura gestão do museu.
Recentemente teve grande impacte a homenagem na Assembleia da República aos advogados dos antifascistas nos processos políticos nos Tribunais Plenários durante a ditadura. Relacionado com esta ação do NAM acompanharemos e daremos o apoio necessário à publicação e divulgação do livro que está em elaboração com as intervenções feitas na AR.

Linhas de orientação

De acordo com os estatutos do NAM a lista A propõe-se prosseguir os objetivos da "salvaguarda, investigação e divulgação da memória da resistência à ditadura e da liberdade conquistada em 25 de Abril de 1974.”
“Reivindicar dos poderes públicos e, em particular, do Governo, a preservação e divulgação da Memória dessa Resistência, nomeadamente através da dignificação dos locais emblemáticos, da luta do povo português pela liberdade, transformando-os em lugares de Memória.”
A lista A estudará a eventual proposta à Assembleia da República para aprovação de uma lei da Memória que sensibilize e incentive as diferentes autoridades e poderes públicos para iniciativas de carácter nacional ou autárquico, da preservação da memória da luta pela liberdade durante os 48 anos de ditadura e muito especialmente no que diz respeito aos programas escolares de modo a que a educação dispensada no ensino obrigatório não apague a memória da tragédia que foi para o povo português o meio século de submissão à política fascista e ajude a formar nos cidadãos uma consciência democrática e de apego à liberdade.
Pretendemos igualmente “Sensibilizar a sociedade civil para os objectivos do Movimento, com vista à sua colaboração ativa.”

Objetivos para o mandato

Nos dois anos do mandato a que concorremos procuraremos atingir tanto quanto possível, dados os parcos recursos financeiros e humanos, entre outros, os objectivos seguintes:
1.Criação de um memorial às vítimas do fascismo nas imediações da antiga sede da PIDE em Lisboa, aproveitando os contactos já havidos para o efeito com Siza Vieira e a CML.
2.Um estudo para a defesa da memória relativamente à prisão política de Caxias.
3.Construir o roteiro virtual da memória, a nível nacional.
4.Elaborar o roteiro da memória da resistência e da liberdade da cidade de Lisboa e de outros locais.
5. Elaboração de roteiros locais.
6. Organizar conferências e seminários relacionados com efemérides de lutas de grande significado pela democracia e a liberdade ou lutas dos trabalhadores por uma vida digna como por exemplo a luta pelas 8 h de trabalho diário nos campos e outras ou lutas estudantis mais significativas.
7. Elaboração de um estudo sobre as prisões do Campo de Trabalhos de S. Nicolau e da Machava respetivamente nas ex-colónias de Angola e Moçambique.
8. Cooperação com organizações congéneres de Espanha, ex-colónias portuguesas e Brasil em iniciativas ou projetos comuns tentando para eles apoios da União Europeia
9. Dar continuidade às tertúlias levadas a cabo pela direção anterior que tão mobilizadoras se revelaram.

Questões organizativas

Núcleo do Porto.
O NAM a par da sua atividade central em Lisboa contou com o importante trabalho do seu núcleo no Porto o qual tem elaborado os seus planos de atividade e marcado uma prestigiante presença na cidade invicta. Por isso relativamente ao Porto apenas deixamos o registo de que daremos todo o apoio ao nosso alcance para o desenvolvimento da sua atividade.

A amplitude e eficácia da atividade do NAM está dependente da capacidade que demonstrarmos em criar núcleos descentralizados pelo país e grupos de trabalho para fins específicos, um dos quais e de maior relevância, o
grupo de trabalho com professores virada para atividade nas escolas
.
Contamos com a grande dedicação do nosso colaborador de sempre, José Nuno, que a par da sua atividade profissional na Holanda, consegue encontrar disponibilidade para manter atualizado o sítio do NAM na internet http://maismemoria.org  por ele criado.
E contamos com a colaboração da presidente da direção cessante e membro da atual lista Helena Pato para continuar na dinamização dos grupos que criou no Facebook e que se têm revelado muito eficazes para a divulgação do objeto do NAM e da própria associação.

 

[Programa 2012 - 2014 ARQUIVO]

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