• Porque sem memória não há futuro, os associados do “Movimento NAM” não querem esquecer nem deixar esquecer, os combates travados durante 48 anos, pela Democracia e pela Liberdade.

     
     
  • Salvaguardar, para Memória futura, aqueles locais cujos nomes ainda hoje são sinónimo de opressão, de brutalidade, quando não mesmo de morte e também de heróica resistência.

     
     
  •  
     
  •  
     
  • Entrada

Violência Política no Século XX

2018 06 01 22 Violencia Politica Postal email

  • Visualizações: 185
Write comment (0 Comments)

Arquimedes da Silva Santos: resistentes vida e obra

2018 05 29 IAR Arquimedes S Santos email

  • Visualizações: 190
Write comment (0 Comments)

Duarte Nuno Pinto: tertúlia 'vidas prisionáveis'

2018 05 16 VP Duarte Nuno Pinto email

  • Visualizações: 155
Write comment (0 Comments)

Memórias de uma Falsificadora: a luta na clandestinidade pela Liberdade em Portugal

2018 04 10 LNA memorias email

  • Visualizações: 238
Write comment (0 Comments)

25 abril 2018 PRESENTE!

Na celebração do 25 de abril que percorreu a Av da Liberdade, em Lisboa, o movimento 'Não Apaguem a Memória' esteve presente.

  • Visualizações: 102
Write comment (0 Comments)

Neste Abril, com Peniche resgatar a Memória

cadeia peniche

No 44º aniversário da Revolução de Abril está a decorrer o concurso público para apresentação de projetos para "a adaptação de edifícios da Fortaleza de Peniche à instalação do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade".

É importante que, finalmente, seja reconhecido a Peniche o direito de acolher, em adequadas condições, a memória da luta pela Liberdade em Portugal.

memorial presos politicosO movimento "Não Apaguem a Memória" (NAM) congratula-se pelos passos dados recentemente com vista à adoção de um projeto referencial para a requalificação do Forte de Peniche. Todavia, no momento em que se perfazem 44 anos após a libertação dos últimos presos políticos do regime fascista importa salientar o percurso que ainda falta realizar e as condições necessárias para o seu sucesso.

A recuperação integral da Fortaleza histórica como espaço de memória com projeção nacional e internacional é potenciador da sua inserção e utilidade local. A indispensável mobilização de um amplo e convergente contributo do Estado, de movimentos e de cidadãos bem como de Universidade e Centros de Investigação integra-se, necessariamente, numa contextualização valorizadora da realidade penichense cuja diversidade e riqueza estão tradicionalmente marcadas pela ligação ao mar e o apego às liberdades.

É neste pressuposto que o NAM salienta como missões do futuro Museu (i) a disponibilização ativa de um vasto e diversificado acervo memorial, (ii) a dinamização de uma rede plural e descentralizada promotora de conhecimento sobre a opressão e a resistência e (iii) a contribuição para a valorização cultural e económica de Peniche. O desenvolvimento de um lugar de memória alicerçado em dimensões históricas, pedagógicas e participativas deve ser um fator de vivificação do espaço presente com projeção na construção do tempo futuro.

Desde sempre o NAM destacou algumas condições necessárias para o sucesso deste empreendimento democrático.

MNRL Programa Preliminar 1O Museu deve recuperar e incluir integralmente as várias componentes, históricas e arquitetónicas, da Fortaleza designadamente todas aquelas que deram corpo à prisão política que durante quarenta anos encarcerou milhares de portugueses. 

O Museu, como agregador e catalisador das memórias coletivas e individuais deve contar com recursos técnicos e humanos adequados e com espaços diversificados com condições de acolher e preservar diferentes espólios de memória bem como de promover atividades diferenciadas de investigação, formação, expressão artística, debate e lazer.

O Museu, como testemunho dos dois lados em confronto - o da repressão e o da resistência, deve expressar toda a realidade, complexidade e sensibilidade da vida prisional assim como a sua contextualização, histórica, económica, política e social pelo que a par do destaque aos milhares de homens e mulheres presos, torturados, assassinados, evadidos, clandestinos e exilados há que referenciar todas as outras múltiplas dimensões da luta antifascista e anticolonial.

O Museu, como património nacional, deve ser mobilizador do contributo de todos quantos possam ajudar a enriquecer a memória que se pretende valorizar pelo que, desde a sua conceção até à sua ulterior gestão, deve pautar-se por princípios de participação, abrangência, rigor, autonomia e transparência.

É certo que há um percurso positivo já realizado e que os primeiros obstáculos foram superados mas seria ilusório não ver que subsistem algumas incompreensões e dificuldades.

Do Governo espera-se que haja efetivo comprometimento com um projeto que pelo seu alcance histórico e patriótico justifica a mobilização de recursos financeiros e humanos suficientes. Conta-se que queira e saiba valorizar o envolvimento, a convergência e a corresponsabilização de todos quantos possam contribuir para um valioso espaço de memória da Resistência e da Liberdade.

MNRL Programa Preliminar 2Aos intervenientes locais, políticos e cívicos, reconhece-se um papel essencial na conceção e realização de um projeto que tendo uma iniludível dimensão nacional se constitui como valorizador da comunidade em que se insere. Conta-se que contribuirão com o seu empenho e criatividade para o êxito de um empreendimento que projeta no seu território as expectativas de muitos milhares de portugueses de sucessivas gerações.

O Movimento 'Não Apaguem a Memória', nesta data simbólica da Liberdade, reafirma-se atento e disponível para colaborar na conceção, desenvolvimento e sucesso do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade sediado em Peniche.

Apela a todos os portugueses assim como a todos os movimentos que valorizam a memória para uma intervenção atenta e convergente neste combate de cidadania e democracia.

Abril precisa da Memória. Não há futuro justo sem Abril.

A Direção do NAM

  • Visualizações: 140
Write comment (0 Comments)